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Importância e contexto que motivou a realização do evento


O uso de novas tecnologias é uma tendência mundial para amenizar problemas urbanos e enfrentar desafios como geração de energia, preservação de recursos naturais, mobilidade urbana, segurança, educação e saúde. É importante que essas cidades “inteligentes”, as smart cities, estimulem a criação de distritos de inovação, áreas onde instituições de pesquisa, conjuntos residenciais, empresas, incubadoras de empresas e startups se unam criando uma região propícia ao desenvolvimento de novas ideias, produtos e serviços. Esses distritos são compactos, favoráveis à mobilidade e misturam residências, escritórios, comércio e lazer. 

O Rio de Janeiro precisa adequar-se às essas novas tendências urbanísticas. A estratégia proposta é a incorporação do conceito dos “distritos de inovação” a partir dos bairros. Os líderes das associações de moradores e entidades comunitárias seriam preparados para buscar soluções que tornem seus bairros mais atraentes, retendo jovens talentos que queiram morar, trabalhar, estudar e se divertir em ambientes inovadores e modernos.

As cidades modernas são afetadas por problemas como geração de energia, preservação de recursos naturais, mobilidade urbana, segurança, educação e saúde. As cidades inteligentes se propõem a enfrentar essas questões com o uso de tecnologias inovadoras como Internet das Coisas (IOT), 5G, sensores, inteligência artificial e segurança digital, entre outras.

Para que o Rio de Janeiro esteja alinhado à essa tendência mundial é necessária a criação de um Plano de Desenvolvimento visando a modernização da cidade, a partir do uso de tecnologias inovadoras. E a Alerj está executando um projeto para capacitar prefeitos e secretários para administrarem suas cidades, com foco no desenvolvimento local, atração de empreendedores e competitividade na atração de investimentos. A iniciativa inclui temas relativos às cidades inteligentes.

Existem grandes desafios para transformação das cidades do Estado do Rio, dentre eles, a atração de empresas que desenvolvam tecnologias e serviços inovadores. E o desafio é maior para cidades muito populosas, como o Rio de Janeiro, devido à heterogeneidade das áreas. As cidades grandes deveriam ser administradas por bairros, com mais autonomia para investir em competitividade e na atração de investimentos.

Algumas cidades brasileiras já seguem esse modelo como São Paulo, por exemplo. Negócios inovadores de tecnologia como o Cubo (Itaú), Campus (Google), Habitat (Bradesco) e Estação Hack (Facebook) não estão localizados em grandes centros clássicos de inovação como as ICts, e sim em bairros que proporcionam maior mobilidade, acesso e infraestrutura tais como moradia, lazer e alimentação. É uma tendência que tem transformado a economia, os espaços urbanos e as relações sociais. Atrair incubadoras de empresas, espaços de coworking e aceleradoras, por exemplo, é um recurso frequentemente usado. Uma iniciativa que possibilita a criação de um ecossistema que beneficie o desenvolvimento de inovação em conjunto.

 

 

Texto elaborado por José Alberto S. Aranha 

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